Conhecendo São João del Rei e a Maria-Fumaça
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Circuito da corrente: o circuito da corrente elétrica do aparelho telegráfico é o seguinte: o eixo do manipulador é ligado ao galvanômetro, que por sua vez é ligado ao comutador, e deste à linha telegráfica. O contato da platina transmissora é ligado ao pólo positivo da bateria; e o contato da platina receptora liga-se ao eletroímã receptor, de modo que o manipulador estando em repouso, a linha fica em comunicação com o aparelho recebendo os sinais do eletroímã, transmitindo=os para o estilete para ser gravado na fita pela pena. Quando se baixa o manipulador interrompe-se a comunicação da linha com o eletroímã receptor do aparelho, estabelecendo-se a comunicação do expedidor com a linha. O eletroímã também é ligado ao fio terra e ao pólo negativo da bateria.
Mecanismo de transmissão: a transmissão de mensagens telegráficas consiste em pressionar a tecla do manipulador do aparelho (emitindo os sinais convencionais) de encontro a platina transmissora, fazendo com que a eletricidade da bateria envie os sinais desejados à linha, interrompendo-se com este gesto todas as possíveis recepções no eletroímã d aparelho em que se está operando.
Mecanismo de recepção: a recepção de mensagens se processa no eletroímã, todos os sinais são captados na linha passando pelo comutador, galvanômetro, platina receptora e eletroímã, este último provoca as oscilações no estilete acionando a pena para gravação na fita dos sinais recebidos.
Externos
Caixa Metálica: Protege o mecanismo da relojoaria, necessário à movimentação da pena e fita.
Pena: É um disco de aço ou de metal que, embevecido no tinteiro, gira pela ação da relojoaria, sendo elevado pelo estilete até a fita, na qual grava os sinais.
Estilete: É uma peça de metal que tem em uma extremidade o ferro doce e na outra pena, recebe movimentação dada pela imantação do eletroímã.
Eletroímã: Constituído por duas bobinas imantadas, atrai as correntes e faz a movimentação do estilete e pena.
Coluna de contato com o estilete: Serve de suporte para os contatos de trabalho e repouso do estilete.
Contatos: De repouso e de trabalho, servem principalmente para regular a oscilação do estilete.
Reguladores da bobina e do estilete: o primeiro serve para regular o levantamento e/ou abaixamento do eletroímã, e o segundo para graduar a intensidade do estilete.
Galvanômetro: serve para indicar a passagem de corrente.
Chave de corda: serve para dar corda, devendo ser girada para a direita sempre que a movimentação da fita se enfraquecer.
Tinteiro: Serve para receber a tinta e molhar a pena para gravação na fita.
Recebedor da Tinta: compõe-se de um rolo movimentado pela relojoaria, que impulsiona a fita comprimida pela roldana. Prolonga-se o recebedor da fita por uma placa metálica sob a qual desliza a fita
Alavanca de relojoaria: É a peça que serve para travar ou destravar o movimento de rotação da relojoaria
Fita telegráfica: Fita de papel, onde são impressos os sinais recebidos pelo aparelho.
Roldana: serve para comprimir a fita sobre o rolo de recebedor da fita.
Volante: é o recebedor da fita gravada.
Barra: é uma peça de metal, faz parte do manipulador, móvel em torno de um eixo horizontal, tendo na parte inferior os contatos de transmissão, recepção e mola. Na parte superior, está a tecla numa extremidade e na outra o parafuso regulador da oscilação.
Tecla: colocada sobre a barra, serve para que o operador manipule, produzindo as oscilações adequadas para a transmissão dos sinais.
Platina receptora: Está localizada na extremidade da barra lado oposto à tecla. Deve ser ligada ao eletroímã, ao pólo negativo da bobina e ao terra.
Platina transmissora: recebe o condutor ligado ao pólo positivo da bateria. Pela pressão exercida na tecla estabelece-se o contado da platina transmissora e a corrente passa da bateria para a linha.
Mola: ligada à barra e à base do manipulador, obriga a ser mantido o contato da platina receptora, desde que não esteja comprimida a tecla.
Eixo: é uma peça ligada à barra, em posição horizontal, em torno da qual ela oscila. Está eletricamente ligada à linha central.
Parafuso regulador: serve para graduar as oscilações do manipulador.
Pilhas: a corrente elétrica necessária ao funcionamento telegráfico é gerada pela bateria, que é um conjunto de pilhas.
Pára-raios: é indispensável à telegrafia, tem por finalidade de proteger o aparelho e o operador da ação da eletricidade atmosférica.
Comutador: é constituído de um certo número de barras perpendiculares completamente isoladas, de forma a se estabelecer por meio delas a ligação de fios, um do aparelho e os outros a uma ou mais linhas telegráficas.
Relais: é um conjunto destinado a fortalecer a corrente insuficiente em determinado ponto da linha. O relais é constituído de eletroímã mais sensível do que o de Morse, ficando com alcance bem superior. Ele transmite os sinais recebidos da linha por meio de uma pequena pilha local, fazendo com que os sinais sejam recebidos com nitidez.
Linha telegráfica: chama-se de linha telegráfica, o fio que liga a aparelhagem telegráfica de uma estação à outra.
Internos
Mecanismo de relojoaria: é um mecanismo composto por várias engrenagens, molas e cordas; funciona para possibilitar a movimentação da fita para ser gravada. Todo este mecanismo está instalado dentro da caixa metálica do aparelho telegráfico. O mecanismo de relojoaria tem também a função de possibilitar o movimento giratório da pena.
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