Componentes internos e externos do Aparelho Morse

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Externos

Caixa Metálica: Protege o mecanismo da relojoaria, necessário à movimentação da pena e fita.

Pena: É um disco de aço ou de metal que, embevecido no tinteiro, gira pela ação da relojoaria, sendo elevado pelo estilete até a fita, na qual grava os sinais.

Estilete: É uma peça de metal que tem em uma extremidade o ferro doce e na outra pena, recebe movimentação dada pela imantação do eletroímã.

Eletroímã: Constituído por duas bobinas imantadas, atrai as correntes e faz a movimentação do estilete e pena.

Coluna de contato com o estilete: Serve de suporte para os contatos de trabalho e repouso do estilete.

Contatos: De repouso e de trabalho, servem principalmente para regular a oscilação do estilete.

Reguladores da bobina e do estilete: o primeiro serve para regular o levantamento e/ou abaixamento do eletroímã, e o segundo para graduar a intensidade do estilete.

Galvanômetro: serve para indicar a passagem de corrente.

Chave de corda: serve para dar corda, devendo ser girada para a direita sempre que a movimentação da fita se enfraquecer.

Tinteiro: Serve para receber a tinta e molhar a pena para gravação na fita.

Recebedor da Tinta: compõe-se de um rolo movimentado pela relojoaria, que impulsiona a fita comprimida pela roldana. Prolonga-se o recebedor da fita por uma placa metálica sob a qual desliza a fita

Alavanca de relojoaria: É a peça que serve para travar ou destravar o movimento de rotação da relojoaria

Fita telegráfica: Fita de papel, onde são impressos os sinais recebidos pelo aparelho.

Roldana: serve para comprimir a fita sobre o rolo de recebedor da fita.

Volante: é o recebedor da fita gravada.

Barra: é uma peça de metal, faz parte do manipulador, móvel em torno de um eixo horizontal, tendo na parte inferior os contatos de transmissão, recepção e mola. Na parte superior, está a tecla numa extremidade e na outra o parafuso regulador da oscilação.

Tecla: colocada sobre a barra, serve para que o operador manipule, produzindo as oscilações adequadas para a transmissão dos sinais.

Platina receptora: Está localizada na extremidade da barra lado oposto à tecla. Deve ser ligada ao eletroímã, ao pólo negativo da bobina e ao terra.

Platina transmissora: recebe o condutor ligado ao pólo positivo da bateria. Pela pressão exercida na tecla estabelece-se o contado da platina transmissora e a corrente passa da bateria para a linha.

Mola: ligada à barra e à base do manipulador, obriga a ser mantido o contato da platina receptora, desde que não esteja comprimida a tecla.

Eixo: é uma peça ligada à barra, em posição horizontal, em torno da qual ela oscila. Está eletricamente ligada à linha central.

Parafuso regulador: serve para graduar as oscilações do manipulador.

Pilhas: a corrente elétrica necessária ao funcionamento telegráfico é gerada pela bateria, que é um conjunto de pilhas.

Pára-raios: é indispensável à telegrafia, tem por finalidade de proteger o aparelho e o operador da ação da eletricidade atmosférica.

Comutador: é constituído de um certo número de barras perpendiculares completamente isoladas, de forma a se estabelecer por meio delas a ligação de fios, um do aparelho e os outros a uma ou mais linhas telegráficas.

Relais: é um conjunto destinado a fortalecer a corrente insuficiente em determinado ponto da linha. O relais é constituído de eletroímã mais sensível do que o de Morse, ficando com alcance bem superior. Ele transmite os sinais recebidos da linha por meio de uma pequena pilha local, fazendo com que os sinais sejam recebidos com nitidez.

Linha telegráfica: chama-se de linha telegráfica, o fio que liga a aparelhagem telegráfica de uma estação à outra.

Internos

Mecanismo de relojoaria: é um mecanismo composto por várias engrenagens, molas e cordas; funciona para possibilitar a movimentação da fita para ser gravada. Todo este mecanismo está instalado dentro da caixa metálica do aparelho telegráfico. O mecanismo de relojoaria tem também a função de possibilitar o movimento giratório da pena.

Código Morse

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morse.jpgFinalidade

O código Morse foi criado por Samuel Finley Breese Morse, tem por finalidade permitir a emissão de sinais a curta e longa distância, por meio de pontos e linhas (com aparelhagem própria), permitindo emissão de mensagens com absoluto sigilo, presteza e segurança.

Para consolidar estas informações, é necessário a adoção de medidas especiais para um perfeito e harmonioso equilíbrio das transmissões de sinais pelo telégrafo, medidas estas que veremos durante a seqüência do curso.

Memorização Código Morse

Você, caro leitor, tem a chance de memorizar todo o sistema de codificação, o que lhe possibilitará com mais segurança, o uso de uma linguagem correta sem a rotineira preocupação de consultar o alfabeto.

Abaixo, estão relacionadas todas a letras, acentuações e números correspondentes ao código:

Alfabeto

A . -

B - . . .

C  - . - .

D  - . .

E  .

F . . - .

G - - .

H  . . . .

 I  . .

J  . - - -

 K  - . -

L  . - . .

M  - -

M  - .

O  - - -

P  . - - .

Q  - - . -

R  . - .

S  . . .

T  -

U  . . -

V  . . . -

W  . - -

 X  - . . -

Y  - . - -

Z  - - . .

Acentuação e Pontuação

À

 . - . -

(crase no a)

à Á

. - - . -

(til e agudo)

. . - . -

(a o til)

Ç

- . - . .

(c cedilha)

CH

 - - - -

É

. . - . .

(agudo no e)

Õ ÕES

- - - .

(til no o)

Ú

. . - -

(agudo no u)

ETC &


- - . - - -

Ponto

. .     . .     . .

Ponto e vírgula

- . - . - .

Vírgula

. - . - .

Dois pontos

- - - . . .

Interrogação

. . - - . .

Parênteses

(abrindo e fechando)

- . - - . -

Aspas

. - . . - .

Sinal de separar o preâmbulo do texto da assinatura

- . . . -

Numeração

1 . - - - -

2  . . - - -

3  . . . - -

4  . . . . -

5  . . . . .

6  - . . . .

7  - - . . .

8  - - - . .

9 - - - - .

0  - - - - -

Viagem pelo tempo na Maria Fumaça

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estacao.jpg O Centro de Preservação Histórico

Em São João Del Rei, ocupando uma área de 35000 m², encontra-se o maior centro de preservação da memória histórica ferroviária nacional e um dos mais importantes do mundo.

O Centro de Preservação da História Ferroviária de Minas Gerais constitui-se de um conjunto de antigos prédios, totalmente restaurados. São construções que serviam de almoxarifado, armazém ferroviário e oficina de manutenção à ferrovia, além da rotunda – construção circular que lembra o anfiteatro romano. Fazendo parte do conjunto de prédios históricos, encontra-se também o prédio da estação coberta de São João Del Rei, inaugurada em 28 de agosto de 1881.

bitolinha.jpg A bitolinha

Juntamente com os prédios, a linha férrea até Tiradentes, de bitola (espaço entre trilhos) de 0,76 metros, onde corre a “Maria Fumaça”, formam o maior conjunto histórico ferroviário dinâmico em todo o mundo. São 12 quilômetros de linha, remanescentes da antiga Estrada de Ferro Oeste de Minas – EFOM, construída há mais de cem anos. Foi totalmente restaurada e recuperada com troca de dormentes, colocação de cercas de arame, utilização de cascalho rolado e lavado, retirado do fundo do Rio das Mortes, utilizado como lastro e que hoje embeleza a velha linha já conhecida por milhares de turistas de todo o mundo. Criada em 2 de fevereiro de 1878, a companhia ligava a cidade de Sítio (Antônio Carlos) com a navegação fluvial do Rio Grande, em Ribeirão Vermelho, a do Rio São Francisco, na Barra do Paraopeba, contribuindo com a navegação fluvial até Pirapora. A EFOM estabeleceu as bases para o lançamento dos primeiros trilhos no território mineiro, iniciando assim, o desbravamento no interior do país.

Este trecho histórico da EFOM que liga São João Del Rei a Tiradentes segue o Rio das Mortes e os vagões são puxados a uma velocidade de 30 km/h, pelas antigas locomotivas “Baldwins”, fabricadas nos Estados Unidos no final do século XIX.

O Museu Ferroviário

O Museu Ferroviário de São João Del Rei funciona no antigo prédio das oficias e é visitado por milhares de turistas. Consta de seu acervo a primeira locomotiva da EFOM – a n° 1, com o antigo vagão que viajou D. Pedro II e outros resquícios ilustres. Estão também no museu antigos documentos utilizados na ferrovia, ao lado de um acervo histórico de inestimável valor.

rotundanova.jpg A Rotunda

A Rotunda, também chamada de coliseu, foi destruída há muitos anos em um incêndio, sendo totalmente recuperada, constituindo hoje, ao lado das velhas igrejas coloniais, um dos mais belos monumentos arquitetônicos de São João Del Rei. Em seu interior encontram-se vinte e cinco linhas, hoje ocupadas pelas centenárias locomotivas “Baldwins”, permanentemente em exposição no seu antigo “habitat”. Encontra-se também em exposição uma locomotiva a vapor cortada longitudinalmente ao meio, a fim de que se tenha uma visão completa sobre seu funcionamento. rotunda.jpg

Oficina de Manutenção

O prédio da oficina de manutenção de locomotivas, totalmente recuperado, em cujas paredes está registrado a data de sua construção – 1882 – guarda no seu interior as mesmas máquinas operatrizes importadas, há mais de um século, que ajudaram a manter e continuam reparando as locomotivas e vagões da antiga EFOM.

restaurado.jpg Recuperação

Todo o conjunto de prédios divididos em seis módulos, além da ligação ferroviária entre são João e Tiradentes, foi recuperado e restaurado, com carinho e dedicação, observando-se todos os detalhes e minúcias no sentido de proteger e conservar as belas formas arquitetônicas das construções centenárias representativas do nosso passado ferroviário, que teve em São João Del rei as suas raízes.

Horário de viagem e visitas

Bitolinha: Circula às sextas-feiras, sábados, domingos e feriados.

Partida de São João Del Rei: 10:00 horas e 15:00 horas.

Partida de Tiradentes: 13:00 horas e 17:00 horas.

Tempo de viagem: ~35 minutos.

Distancia: 12 km.

Museu ferroviário: de terça-feira a domingo e feriados, de 9:00 horas às 11:00 horas e de 13:00 horas às 17:00 horas.